domingo, 29 de julho de 2018

Enquanto isso... À espera de um clássico




As eleições de outubro em Pernambuco têm todos os ingredientes para ser um clássico, embora uma das postulantes ao governo do estado, a vereadora Marília Arraes (PT), sequer tenha garantida a sua candidatura. Mas sua eventual participação já movimenta a sucessão a um nível não imaginado, enquanto a disputa pelo Senado exibe um quinteto de retórica explosiva – Jarbas Vasconcelos (MDB), Humberto Costa (PT),  Bruno Araújo (PSDB), Mendonça Filho (DEM) e Sílvio Costa (Avante) -, que não leva desaforos pra casa.


Os cinco são bem conhecidos, o que significa que se o eleitor escolher dentre eles dois dos três representantes do estado no Senado, ninguém estará votando enganado. Xingamentos à parte do tipo “vampiros”, “chefe de quadrilha”, “traidor”e “sanguessuga”, que marcaram pleitos passados, a ofensa dessa campanha é representar o palanque de Temer ou estar indevidamente no palanque de Lula.


Nesse sentido, porém, as duas principais chapas majoritárias, encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB) e pelo senador Armando Monteiro (PTB), têm de tudo um pouco. Como diz Humberto “há golpistas em todos os palanques”. Agora, entre Paulo e Armando o que está pegando mesmo é a figura de Marília que, se não é um arrasa-quarteirão, é o novo desta eleição com coragem para desafiar velhos caciques dentro do seu próprio partido e sobretudo do PSB, onde deu seus primeiros passos na política.


Se ela disputar, tem-se como certa a sua participação no segundo turno; se não, o seu apoio terá um peso significativo para a vitória de Paulo ou de Armando; caso opte pela neutralidade, será uma decepção.

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